Você aguarda há meses (ou anos) por uma decisão judicial contra o INSS. De repente, recebe uma mensagem no WhatsApp com a foto do seu advogado, informando que o alvará de liberação finalmente saiu, mas que você precisa pagar uma “taxa de liberação” ou “custas de cartório” para receber o dinheiro. Cuidado: você está na mira de um criminoso.
Em 2026, os golpistas utilizam robôs que monitoram o Diário Oficial e o sistema dos tribunais. Eles sabem o seu nome, o número do seu processo e quem é o seu advogado real.
1. Como o Golpe é Aplicado? (O Passo a Passo)
- A Abordagem: O criminoso cria um perfil no WhatsApp usando a logomarca do escritório ou a foto do advogado que realmente cuida do seu caso.
- O Gancho: Ele envia uma imagem de um documento falso (muitas vezes com o timbre do Tribunal ou do Ministério da Fazenda) dizendo que há um valor alto disponível (R$ 40 mil, R$ 80 mil).
- A Condição: Para liberar esse valor “hoje mesmo”, você precisa pagar uma guia de custas, um imposto antecipado ou uma taxa de cartório via PIX.
- A Pressão: Eles dizem que, se o pagamento não for feito em 2 horas, o dinheiro voltará para os cofres da União.
2. Perguntas e Respostas: Como Diferenciar o Real do Falso?
O Tribunal de Justiça ou o INSS pedem pagamento para liberar alvará?
Nunca. Custas processuais são pagas durante o processo, nunca para liberar um valor que você já ganhou. Se alguém pedir dinheiro para “liberar pagamento”, é golpe.
Como o golpista sabe tantos detalhes do meu processo?
Os processos judiciais, em sua maioria, são públicos. Criminosos usam softwares para ler essas atualizações e identificar quem tem valores próximos da liberação.
Meu advogado me pediu um PIX para “taxa de cartório”. O que eu faço?
Pare tudo. Não faça a transferência. Ligue para o número fixo do escritório ou vá pessoalmente ao local. Nunca confie apenas em mensagens de texto ou áudios (que podem ser gerados por Inteligência Artificial em 2026).
3. 5 Regras de Ouro para Não Cair no Golpe
- Desconfie de Urgência: Advogados sérios não pressionam clientes a fazer pagamentos imediatos sob ameaça de perda do valor total.
- Confira o Número: Os golpistas usam números de telefone diferentes do oficial do escritório. Salve o número real do seu advogado e ignore qualquer outro que use a mesma foto.
- Analise o Destinatário do PIX: Se pedirem um pagamento, veja quem é o favorecido. Se o nome for de uma pessoa física desconhecida ou de uma empresa de fachada (e não a guia oficial do Tribunal), é fraude.
- Não Clique em Links: Muitas vezes o link enviado instala um vírus que rouba seus dados bancários e senhas do Gov.br.
- A liberação de RPV/Precatório é automática: Quando o juiz libera o dinheiro, ele vai para uma conta no Banco do Brasil ou Caixa Econômica em seu nome. Você vai ao banco com seus documentos e recebe. Não existe “taxa de transferência” antecipada.
4. Cai no Golpe, e Agora?
Se você já fez a transferência:
- Boletim de Ocorrência: Registre um B.O. imediatamente (pode ser online) por estelionato.
- MED (Mecanismo Especial de Devolução): Entre em contato com seu banco e acione o protocolo de fraude do PIX. Se o dinheiro ainda estiver na conta de destino, há chance de bloqueio.
- Avise seu Advogado: Informe ao seu defensor real que estão usando o nome dele para aplicar golpes. Ele precisa alertar os outros clientes.
Conclusão
A tecnologia em 2026 facilita a vida do segurado, mas também a do criminoso. A regra é clara: Justiça não cobra para pagar. Se o dinheiro é seu por direito, ele será pago sem que você precise “comprar” a liberação dele.
Mantenha-se informado e proteja o patrimônio que você lutou tanto para conquistar.
